terça-feira, 15 de agosto de 2017

A GRANDE PENÚRIA ESPIRITUAL QUE NOS OPRIME...

A grande penúria espiritual que nos oprime é, com efeito, a carência de sacerdotes. Dar sacerdotes ao Brasil é dar injeções de vida às pobres almas brasileiras que por aí pululam ao desamparo e à mercê das investidas da heresia e da depravação. É levar o lume santo e salvador do Evangelho a esses rincões tão vazios de Deus! É abir às almas as perspectivas sublimes da vida e da luz eternas por que todas aspiram e que tantas desconhecem! É trabalhar por um Brasil melhor, porque mais orientado para a Fé que salva e para o verdadeiro Bem que redime! É, portanto, fazer obra de autêntico patriotismo, porque é integrar os nossos irmãos no patrimônio civilizador que recebemos no berço da nacionalidade e que mãos protervas e lábios satânicos contendem por arrebatar dos braços da Santa Igreja! É dar à Pátria filhos obedientes, blindados de energias indômitas para a luta em prol da causa de Deus que tantas vezes - e agora mais do que nunca - se confunde com a causa mesma da Pátria. É dar à nossa infância, a quem o Estado louvavelmente se tem incumbido de ministrar o leite das primeiras letras, o antidoto imunizante dos venenos que corroem as adolescências desarvoradas. É dar à vida o verdadeiro sentido que a dignifica, erguendo, sobre os fundamentos autenticamente humanos, o edifício cristão que os coroa e sublima, pela consciência exata e total do dever individual, doméstico e social. É preparando almas para Deus, preparar, pelo fato mesmo, filhos úteis, prestimosos e devotados para a grande Pátria que estremecemos.  
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Pe. Jorge SOARES C. M. In Revista Semana Católica, Bahia, 18-05-1942.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

PEDIR....

"Que compete às almas, diante de Deus, na terra, senão pedir? Dai-nos hoje, Senhor, o pão e o minuto bom e o espaço suficiente e o lírio do campo e a sã alegria; e, se a tristeza vier, venha com o vosso consolo, com a vossa resignação, em Cruz transformados, segundo vossa vontade".
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JORGE DE LIMA. In “A Ordem”, Vol. LXIII, Junho de 1960, n. 6, p. 3.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

A REBELIÃO DAS MASSAS

“O complexo de ressentimento foi habilmente explorado pela propaganda socialista, que julgou, através da promessa de igualdade, poder libertar as massas, que contemplam angustiadas o contraste entre a sua miséria econômica e a riqueza dos poderosos. A igualdade, que os teóricos da Revolução Francesa põem ao lado da liberdade e da fraternidade como a trilogia do mais puro dos ideais, já hoje é fonte de ódio e de vingança. Produziu a rebelião das massas. E a rebelião das massas engendrou uma massa de rebeliões”.
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Alfredo BUZAID (1914-1991). A missão da Faculdade de Direito na conjuntura política atual (Estudo sobre os rumos da democracia no Brasil). Revista da Faculdade de Direito de São Paulo, v. 63, 1968, p. 87.

A IMAGEM DE DEUS ULTRAPASSA O MURO DO TEMPO

“O espírito humano nunca poderá penetrar a profundidade do mistério contido nessas palavras: “homem imagem de Deus”. Uma simples imagem dá a um individuo ou a um acontecimento uma duração relativa: o instante presente se perpetua no tempo, mas somente no tempo. Em troca a imagem de Deus ultrapassa o muro do tempo, fazendo-nos participes da eternidade do criador”.
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Guillermo Gueydan de Roussel. El hombre imagen de Dios, in. Filosofar Cristiano, ns. 15-18, 1984-1985, p. 226. 

quarta-feira, 5 de julho de 2017

PRETENSO HUMANISMO BIOLÓGICO

“Quais são os critérios para julgar e avaliar a ‘dignidade’ e a ‘aceitabilidade’ de uma vida? A saúde? O bem-estar social ou econômico? A aceitação pela própria família, pela sociedade ou pelo vivente mesmo? Quem decidirá a avaliação e a aplicação desses critérios? Quem tem poder para decidir a vida ou a morte? Se este “direito” ficar nas mãos do Estado, este poderá decidir sobre quem há de viver e quem não. Se considera exagerada esta possibilidade? Se dirá que é contraditório com um regime constitucional pluralista, e, portanto, inadmissível. Mas os fatos são evidentes e a proximidade de uma liberação da eutanásia assim como a da já efetuada liberação do aborto, permitem pensar que tudo pode acontecer. Estes acontecimentos nos fazem pensar no que, com razão, tão duramente se criticou e se repeliu do regime do Terceiro Reich: a seleção da raça. E se se imagina que a eliminação dos sujeitos “defeituosos” não voltará, o exemplo do aborto eugenésico dá margem para pensar o contrário. E se a esterilização é defendida aduzindo motivos de superpopulação, seria impensável o ser por motivos eugenésicos? Dai o perigo de uma “nova moral” baseada em um pretenso humanismo biológico submetido a um totalitarismo cientifico”.
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María del Carmen Fernández de la  CIGOÑA CANTERO. Bioética y tecnocracia”, Verbo, Madrid, ns. 315-316, 1993, p. 522-523.


DEGENERAÇÕES DO PODER

“NÃO EXISTE NENHUMA VONTADE individual nem coletiva, nem tampouco poder humano algum CAPAZ DE FAZER COM QUE O ATO DE MATAR OUTRA PESSOA ou a si mesma DEIXE DE SER MAL E NÃO DEVA SER EVITADO. Não existe, tampouco, qualquer poder ou vontade humana capaz de fazer, por seu simples querer e decisão, com que o ato de matar uma pessoa se transmude de mal em bom e de proibido em preceituado ou simplesmente permitido. Da mesma forma, nem a decisão de uma pessoa, nem o acordo de uma assembleia pode, pelo simples querer individual ou coletivo, anular ou transformar a bondade ou maldade objetivas dos atos, nem, por conseguinte, intervir ou modificar, de modo algum, o sentido do preceito ou proibição”.
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Ramón Maciá MANSO. “Las degeneraciones del poder frente ao aborto”, Verbo, Madri, ns. 215-1216, maio-junho de 1983, p. 524.

sábado, 10 de junho de 2017

A NOSSA TRIPLA FILIAÇÃO



“Todos nós, todos os homens, temos uma tripla filiação. Somos todos filhos de Deus: neguem ou afirmem, todos somos filhos de Deus, pois Deus existe, ainda que o rechacem. Mas também temos uma filiação histórica: somos filhos de uma terra, somos filhos de uma pátria, pertencemos a uma aldeia, a uma comarca, nascemos filiados a um território concreto e singular. E todos nós temos também uma filiação carnal: somos filhos de uma pátria pequena, de uma pátria doméstica que é a família, nossa casa. Bem dizia em Espanha José Primo de Rivera que ninguém nasce filiado a um partido político, mas todos nascem filiados a Deus, a Pátria e ao lar. Estas três filiações são irrenunciáveis, são irremovíveis. Nem Deus, nem a Pátria e nem a família são bens que se escolhem; pertencemos a eles e devemos servi-los com fidelidade inquebrantável até a morte. Desconhece-los, alterá-los, substituí-los por outros, é traição, o mais grave dos crimes”.
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Antonio CAPONNETTO. Conferência intitulada “La Educación y la Familia”.